
O desafio de ser pessoa me intriga a todo instante.
Essa necessidade de tomar a própria vida nas mãos
e dar a ela o rumo que a acalme me complica o juízo.
Ter-se nas mãos é necessário, mas não basta.
Corremos o risco de não saber o que fazer com o tamanho do presente.
De ser grande demais para carregar sozinho...
De não ter o jeito certo de desembrulhá-lo.
Creio ser por isso que a construção da nossa identidade passa também pelos outros.
Afirmar o outro é um jeito estranho de também se afirmar.
E o olhar daqueles que nos ama, pode nos ajudar a entender um pouco sobre o que somos.
Uma menina me prendeu atenção nesta semana...
Tinha um olhar negativo sobre seu valor.
Vendo-se a si mesma com os olhos vendados.
Olhos feitos para o bem, mais não eram capazes de vê-lo.
Estavam gastos e míopes pelas durezas da vida, uma auto-estima estrábica...
Fazia muito esforço pra ver a beleza, e quase não à via.
Tentei ver nestes mesmos olhos o que ela procurava.
Só encontramos aquilo que procuramos.
Não sei o que ela procurava... só sei que estava lá:
A beleza escondida do próprio dono... Esperando pra ser encontrada.
Nestas horas faz falta um tropeço... pra lembrar o real chão que nós pisamos,
Fazer tomar a parte que nos cabe de nossa beleza e valor.
Ainda bem que o olhar de quem nos ama pode nos iluminar.
Pode nos ajudar a ver o melhor de nós que ainda não somos capazes de ver.
Ela tinha uma beleza simples.
Toda beleza simples exige preparo para ser vista.
Só precisa de olhos capazes de inaugurar.
Essa necessidade de tomar a própria vida nas mãos
e dar a ela o rumo que a acalme me complica o juízo.
Ter-se nas mãos é necessário, mas não basta.
Corremos o risco de não saber o que fazer com o tamanho do presente.
De ser grande demais para carregar sozinho...
De não ter o jeito certo de desembrulhá-lo.
Creio ser por isso que a construção da nossa identidade passa também pelos outros.
Afirmar o outro é um jeito estranho de também se afirmar.
E o olhar daqueles que nos ama, pode nos ajudar a entender um pouco sobre o que somos.
Uma menina me prendeu atenção nesta semana...
Tinha um olhar negativo sobre seu valor.
Vendo-se a si mesma com os olhos vendados.
Olhos feitos para o bem, mais não eram capazes de vê-lo.
Estavam gastos e míopes pelas durezas da vida, uma auto-estima estrábica...
Fazia muito esforço pra ver a beleza, e quase não à via.
Tentei ver nestes mesmos olhos o que ela procurava.
Só encontramos aquilo que procuramos.
Não sei o que ela procurava... só sei que estava lá:
A beleza escondida do próprio dono... Esperando pra ser encontrada.
Nestas horas faz falta um tropeço... pra lembrar o real chão que nós pisamos,
Fazer tomar a parte que nos cabe de nossa beleza e valor.
Ainda bem que o olhar de quem nos ama pode nos iluminar.
Pode nos ajudar a ver o melhor de nós que ainda não somos capazes de ver.
Ela tinha uma beleza simples.
Toda beleza simples exige preparo para ser vista.
Só precisa de olhos capazes de inaugurar.
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