
Acho engraçado o jeito como escolhemos as palavras para iniciar um diálogo com alguém, Acentuamos nossas qualidades, atenuamos nossas misérias, vamos nos mostrando aos poucos, um passo de cada vez. Processo natural de tudo que é grandioso na vida: precisa ser olhado sem pressa. Com o cuidado de quem contempla um dom. E aí, escolhemos o melhor que temos para oferecer ao outro.
Essa semana fiz alguns contatos novos na internet e percebi o quanto eu ficava preocupado em escolher bem as palavras, para não ter ambigüidades em relação ao que eu queria dizer, não quis deixar a oportunidade de verdadeiramente encurtar as distâncias, derrubar muros e construir pontes... creio que um “bon vivant” é medido pelos muros que derrubou e pelas pontes que construiu.
Nossas relações, as pontes que construímos, gozam de uma grande responsabilidade em nossa vida: Elas são peças importantes, e é sobre este lugar que construímos o que somos.
Ter a capacidade de fazer a experiência do “re-começo”pode ajudar-nos a nutrir essas relações.
Gosto de pensar o “re-começo” como a evocação de um dado tempo na vida em que escolhemos o melhor de nós para doar ao outro. Toda experiência de “re-começo” que fazemos na vida é um jeito de voltar à origem do movimento em direção ao outro.
Tive uma semana difícil, perturbada, marcada por desencontros e solidões, dificuldades e dissabores... semana pesada! Como quem sente nas mãos o peso das próprias escolhas. Não existem escolhas sem perdas e ganhos. Todas elas, carregam dentro de si esses dois contrários irreconciliáveis: uma criatividade que a vida encontra para fazer um caminho ser único e irrepetível.
Dentro das fontes do “re-começo” estão guardadas verdades que podem ter perdido o valor dentro de nós, e que apenas esse movimento, pode nos livrar do velho: a descoberta do novo no óbvio. O “re-começo” é necessário, sobretudo em nossas relações, porque garante a capacidade de surpresa, e tudo aquilo que não é capaz de nos surpreender, perde o valor para nós. Para entendermos bem o que significa essa surpresa é necessário uma disposição interior para acolher o mistério do outro.
Triste é ver amores que não surpreendem mais. Mas não aquela surpresa que quer o novo pelo novo. Uma busca ávida por um estado de “adrenalina”. Como se viver fosse praticar esportes radicais ou como se a vida funcionasse dentro dessa mesma lógica: É preciso ter emoção! Não é preciso haver amor pra ser ter “emoções fortes”. Creio que resumir o amor a um eterno estado de paixão só nos ajuda a ficar cada vez mais presos a um estado imaginativo: Encontramos com o outro de maneira “artística”, ou seja, na perspectiva daquilo que eu projeto ou imagino: Não nos iludamos... Isso não é encontro. Por outro lado essa etapa é importante, pois, talvez não suportaríamos encontrar de verdade o outro se este, antes, não despertasse em nós um encantamento, não nos atraísse para uma comunhão. Seríamos vítima do olhar apressado.
O amor é tempestivo, quer despertar cada coisa ao seu tempo segundo a intimidade que é alimentada e proporcionada, pois, tem como finalidade acolher a totalidade do outro. O “re-começo” entra aí, não como uma volta a um tempo de paixão que não existe mais, mas como uma espaço para o cultivo que nasce de uma certeza: Todo ser humano é único e irrepetível, assim como é singular o seu caminho, e por isso mesmo é um mistério que nunca pode ser esgotado. Portanto, é sempre capaz de nos surpreender, assim, como tudo que é verdadeiramente bom e grandioso na vida. Amar alguém é um empreendimento de uma vida inteira. É um dom maravilhoso que se desdobra numa tarefa: através do cultivo e do “re-começo” alimentar e nutrir o caminho da intimidade.
Essa semana fiz alguns contatos novos na internet e percebi o quanto eu ficava preocupado em escolher bem as palavras, para não ter ambigüidades em relação ao que eu queria dizer, não quis deixar a oportunidade de verdadeiramente encurtar as distâncias, derrubar muros e construir pontes... creio que um “bon vivant” é medido pelos muros que derrubou e pelas pontes que construiu.
Nossas relações, as pontes que construímos, gozam de uma grande responsabilidade em nossa vida: Elas são peças importantes, e é sobre este lugar que construímos o que somos.
Ter a capacidade de fazer a experiência do “re-começo”pode ajudar-nos a nutrir essas relações.
Gosto de pensar o “re-começo” como a evocação de um dado tempo na vida em que escolhemos o melhor de nós para doar ao outro. Toda experiência de “re-começo” que fazemos na vida é um jeito de voltar à origem do movimento em direção ao outro.
Tive uma semana difícil, perturbada, marcada por desencontros e solidões, dificuldades e dissabores... semana pesada! Como quem sente nas mãos o peso das próprias escolhas. Não existem escolhas sem perdas e ganhos. Todas elas, carregam dentro de si esses dois contrários irreconciliáveis: uma criatividade que a vida encontra para fazer um caminho ser único e irrepetível.
Dentro das fontes do “re-começo” estão guardadas verdades que podem ter perdido o valor dentro de nós, e que apenas esse movimento, pode nos livrar do velho: a descoberta do novo no óbvio. O “re-começo” é necessário, sobretudo em nossas relações, porque garante a capacidade de surpresa, e tudo aquilo que não é capaz de nos surpreender, perde o valor para nós. Para entendermos bem o que significa essa surpresa é necessário uma disposição interior para acolher o mistério do outro.
Triste é ver amores que não surpreendem mais. Mas não aquela surpresa que quer o novo pelo novo. Uma busca ávida por um estado de “adrenalina”. Como se viver fosse praticar esportes radicais ou como se a vida funcionasse dentro dessa mesma lógica: É preciso ter emoção! Não é preciso haver amor pra ser ter “emoções fortes”. Creio que resumir o amor a um eterno estado de paixão só nos ajuda a ficar cada vez mais presos a um estado imaginativo: Encontramos com o outro de maneira “artística”, ou seja, na perspectiva daquilo que eu projeto ou imagino: Não nos iludamos... Isso não é encontro. Por outro lado essa etapa é importante, pois, talvez não suportaríamos encontrar de verdade o outro se este, antes, não despertasse em nós um encantamento, não nos atraísse para uma comunhão. Seríamos vítima do olhar apressado.
O amor é tempestivo, quer despertar cada coisa ao seu tempo segundo a intimidade que é alimentada e proporcionada, pois, tem como finalidade acolher a totalidade do outro. O “re-começo” entra aí, não como uma volta a um tempo de paixão que não existe mais, mas como uma espaço para o cultivo que nasce de uma certeza: Todo ser humano é único e irrepetível, assim como é singular o seu caminho, e por isso mesmo é um mistério que nunca pode ser esgotado. Portanto, é sempre capaz de nos surpreender, assim, como tudo que é verdadeiramente bom e grandioso na vida. Amar alguém é um empreendimento de uma vida inteira. É um dom maravilhoso que se desdobra numa tarefa: através do cultivo e do “re-começo” alimentar e nutrir o caminho da intimidade.


