
Curioso jeito de entender a vida é resumir os outros ao que fazem.
Não que não haja relação entre o que se é e o que se faz.
Até porque, creio que tudo que fazemos doa um pouco de nós ao mundo.
Talvez encontremos aí um jeito bonito de pensar o trabalho
Como um modo de expressar o que nós somos, um modo de ser no outro,
De interferir na realidade, plenificando-a.
Na Criação, Deus não cria o mundo perfeito como Ele mesmo é... se assim o fosse
O mundo jamais poderia ser mundo, seria apenas uma extensão de Deus.
No ato criador, algo de novo acontece, uma verdadeira criação.
Deus cria o mundo não perfeito, mas “por –ser- feito”, e é justamente
Neste espaço que gosto de pensar o significado do trabalho humano.
O homem não apenas age para conservar o mundo,
ou para recebê-lo como passivo beneficiário .
Mas está para ele como cooperador ativo do Criador no esforço de tornar sólida
uma harmonia que ainda se encontra latente na criação.
Levar o mundo em seus braços até a sua origem.
Creio que no germe de todo trabalho autenticamente humano está neste movimento.
Esse processo de feitura, no qual o homem é chamado a exercer sua criatividade,
Também passa pela experiência do fazer-se: Requer trabalho e criatividade.
Duas coisas típicas do amor: a capacidade de empenhar-se (trabalho)
e de criar “mecanismos” próprios para nutrir-se (criatividade).
Todo esse esforço e empenho nos direcionam à simplicidade.
Diferentemente do mundo criado, para o ser humano, a simplicidade é uma conquista.
Simplicidade é quando empenhamos força apenas para ser aquilo que somos;
Mesmo se achamos que não é grande coisa.
No processo de “dispor de si” devemos ter o cuidado para não nos inventarmos
Corremos o risco de nos imaginar. Descoberta e invenção são duas coisas distintas.
Inventar é um jeito de se imaginar, deixamos de viver a vida,
Colamos uma máscara no rosto e nos descuidamos do que somos.
Não há mais espaço para a criatividade, pois, não existe um sujeito concreto que a opere.
São fantasmas, e fantasmas não interferem de verdade no mundo,
apenas aterrorizam nossa imaginação, enfeitam ou sujam cenários irreais de nossos sonhos .
É preciso realidade! É preciso verdade! Aceitar e acolher quem somos.
Aceitar o nosso limite também faz parte da dinâmica da simplicidade.
Onde não há limite, não há espaço pra crescer nem pra amadurecer.
Esse espaço é a verdade sobre nós. Autenticidade não é para fracos e medrosos.
Mas para quem tem coragem de estender a mão e tomar nos braços a verdade que lhe cabe.
E também levá-la nos braços para a sua origem. Como o homem faz com o mundo.
O homem é um eterno carregador de sua verdade e da verdade do mundo.
Embalando e ninando nos seus braços o real e a sua história.
Num mundo de inventores e inventados...
Não quero me imaginar: Eu só quero ser EU.
Não que não haja relação entre o que se é e o que se faz.
Até porque, creio que tudo que fazemos doa um pouco de nós ao mundo.
Talvez encontremos aí um jeito bonito de pensar o trabalho
Como um modo de expressar o que nós somos, um modo de ser no outro,
De interferir na realidade, plenificando-a.
Na Criação, Deus não cria o mundo perfeito como Ele mesmo é... se assim o fosse
O mundo jamais poderia ser mundo, seria apenas uma extensão de Deus.
No ato criador, algo de novo acontece, uma verdadeira criação.
Deus cria o mundo não perfeito, mas “por –ser- feito”, e é justamente
Neste espaço que gosto de pensar o significado do trabalho humano.
O homem não apenas age para conservar o mundo,
ou para recebê-lo como passivo beneficiário .
Mas está para ele como cooperador ativo do Criador no esforço de tornar sólida
uma harmonia que ainda se encontra latente na criação.
Levar o mundo em seus braços até a sua origem.
Creio que no germe de todo trabalho autenticamente humano está neste movimento.
Esse processo de feitura, no qual o homem é chamado a exercer sua criatividade,
Também passa pela experiência do fazer-se: Requer trabalho e criatividade.
Duas coisas típicas do amor: a capacidade de empenhar-se (trabalho)
e de criar “mecanismos” próprios para nutrir-se (criatividade).
Todo esse esforço e empenho nos direcionam à simplicidade.
Diferentemente do mundo criado, para o ser humano, a simplicidade é uma conquista.
Simplicidade é quando empenhamos força apenas para ser aquilo que somos;
Mesmo se achamos que não é grande coisa.
No processo de “dispor de si” devemos ter o cuidado para não nos inventarmos
Corremos o risco de nos imaginar. Descoberta e invenção são duas coisas distintas.
Inventar é um jeito de se imaginar, deixamos de viver a vida,
Colamos uma máscara no rosto e nos descuidamos do que somos.
Não há mais espaço para a criatividade, pois, não existe um sujeito concreto que a opere.
São fantasmas, e fantasmas não interferem de verdade no mundo,
apenas aterrorizam nossa imaginação, enfeitam ou sujam cenários irreais de nossos sonhos .
É preciso realidade! É preciso verdade! Aceitar e acolher quem somos.
Aceitar o nosso limite também faz parte da dinâmica da simplicidade.
Onde não há limite, não há espaço pra crescer nem pra amadurecer.
Esse espaço é a verdade sobre nós. Autenticidade não é para fracos e medrosos.
Mas para quem tem coragem de estender a mão e tomar nos braços a verdade que lhe cabe.
E também levá-la nos braços para a sua origem. Como o homem faz com o mundo.
O homem é um eterno carregador de sua verdade e da verdade do mundo.
Embalando e ninando nos seus braços o real e a sua história.
Num mundo de inventores e inventados...
Não quero me imaginar: Eu só quero ser EU.
2 comentários:
Eu ja estava com saudades dos textos.Quando vim aqui hoje cobrar um eis que me deparo com um delicioso,prontinho pra ser devorado.Nesse mundo que vc fala eu tambem como voce so quero ser eu.E acho que consigo.
Texto delicioso.Sempre me de o prazer de esta aqui por favor!!!
Um grande abraço.
Interessante quando se afirma que somos cooperadores da criação que não se deu por acabada no ato primeiro, mas está em um constante vir-a-ser. Somos, portanto, co-responsáveis pelo mundo em que vivemos e, também, pelo que somos... Daí pode entrar, então,o livre arbítrio!!! Ou como diz uma das "vertentes" da psicanálise: Num primeiro momento somos falados, para depois falarmos de nós mesmos... porém, sem "esquecer" do suporte inicial. Suporte este como o prelúdio das canções que preparam o que estar por vir. Portanto, inúmeras possibilidades "musicais" poderão "surgir"... Numa tentativa de término: Não importa o que fizeram de nós, mas o que faremos com aquilo que fizeram de nós... Não mais passivos, mas ativos!SHALOM!!!!!!!!!!!
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